Pontos principais
- Um registro de casamento religioso vale para o USCIS somente quando o país emissor o trata como o registro oficial do casamento, e a Reciprocity Schedule mostra qual versão se aplica.
- Qualquer registro de casamento em idioma estrangeiro enviado ao USCIS precisa de uma tradução completa para o inglês, com a certificação do tradutor, seja um documento civil ou religioso.
- Consulte a Reciprocity Schedule do Departamento de Estado antes de encomendar uma tradução, pois traduzir a versão errada de um registro de casamento significa perder o valor pago pela tradução.
- Se um registro religioso também é o registro civil depende da lei do país, então uma certidão paroquial católica ou ortodoxa pode ser o registro oficial em um país e apenas prova complementar em outro.
- Uma certidão de cerimônia e um registro civil são documentos separados, portanto um processo pode exigir os dois, cada um traduzido por inteiro e com a sua própria certificação.
- Quando o registro principal de casamento não está disponível, o requerente comprova essa indisponibilidade e apresenta provas secundárias, e todo item em idioma estrangeiro entre essas provas também precisa de tradução certificada.
- Termos religiosos como mahr mantêm a redação original na tradução, seguida de uma breve explicação entre colchetes escrita pelo tradutor.
- Um contrato de casamento árabe é separado da certidão de estado civil emitida a partir dele, e a tradução mantém a cláusula do mahr, as testemunhas, a data do calendário Hijri e a grafia dos nomes exatamente como estão escritas.
- As datas em registros islâmicos e judaicos podem seguir o calendário Hijri ou o calendário hebraico, e a tradução apresenta a data como escrita, com o equivalente no calendário gregoriano entre colchetes.
- Os arquivos digitalizados devem cobrir todas as páginas em tamanho real, incluindo páginas em branco, versos e inserções carimbadas, para que a tradução possa corresponder cada elemento ao original.
Um registro de casamento religioso vale para o USCIS somente quando o país que o emitiu o trata como a prova oficial do casamento, e a Reciprocity Schedule do Departamento de Estado indica se isso ocorre. Seja qual for a resposta, um registro em idioma estrangeiro deve ser enviado ao USCIS com uma tradução completa para o inglês e a certificação do tradutor. A tradução é a última etapa; a primeira é descobrir qual documento o processo exige.
Consulte a Reciprocity Schedule antes de encomendar qualquer tradução
A Reciprocity Schedule lista, país por país, quais documentos de casamento existem, qual órgão os emite e qual versão é aceita. Tanto os oficiais de adjudicação do USCIS quanto os oficiais consulares recorrem a ela. Para alguns países, o item indica uma certidão de casamento civil e não menciona cerimônias religiosas. Para outros, indica um registro produzido por uma instituição religiosa ou por um órgão local. Traduzir o documento errado significa perder o valor da tradução, por isso o item do país vem primeiro.
Um Formulário I-130, Petição para Parente Estrangeiro, baseado em casamento exige prova de que o casamento era válido no local onde foi realizado, e o advogado ou representante credenciado decide qual registro apresentar. A empresa de tradução trabalha a partir desse documento, e a Schedule é onde ele é identificado. Todas as páginas em idioma estrangeiro do processo precisam então de tradução certificada de documentos para o USCIS, seja o registro civil ou religioso. As regras mais amplas sobre documentos civis estão no guia sobre reciprocidade e documentos civis.
Registros de casamento de igreja e quando servem como registro civil
Se um registro religioso também é um registro civil depende da lei do país, não da religião. Em alguns países, a igreja mantém o registro civil, e a certidão da igreja é o registro oficial do casamento. Em outros lugares, um padre, imã, rabino ou outro celebrante realiza a cerimônia, e o casal precisa então registrar o casamento em um órgão civil para receber a certidão civil.
Os registros de igrejas católicas e ortodoxas são o exemplo mais comum, e aparecem com frequência vindos da América Latina, das Filipinas, da Etiópia e do Leste Europeu. Um assento paroquial é escrito no idioma local e normalmente traz o nome da paróquia, o título do celebrante, os padrinhos e o número do livro e da página. Nas Filipinas e em toda a América Latina, o registro paroquial e a certidão civil costumam ser emitidos por órgãos diferentes, então o casal muitas vezes possui os dois. Uma tradução de certidão de casamento em espanhol trata o registro paroquial e a certidão civil como dois documentos separados.
Um registro religioso sem validade civil continua sendo um documento em idioma estrangeiro. Se for enviado ao USCIS, precisa de tradução certificada como qualquer outra página, mesmo quando serve apenas como prova complementar de que uma cerimônia ocorreu.
Quando também é necessário um extrato de registro civil
Uma certidão de cerimônia e um registro civil são dois documentos separados, e um processo pode exigir os dois. Um casal pode ter uma ketubá, o contrato de casamento judaico, e uma certidão de casamento civil emitida pelo cartório. Um casal que se casou em uma igreja pode ter uma certidão paroquial e um extrato do registro civil. Cada um é traduzido por inteiro, como documento próprio, com a sua própria certificação.
Quando o registro principal não está disponível, o requerente comprova essa indisponibilidade, geralmente com uma declaração por escrito da autoridade emissora ou com um item da Reciprocity Schedule informando que o registro geralmente não está disponível. Provas secundárias passam então a ocupar o lugar dele, como registros de igreja ou uma declaração juramentada traduzida de pessoas que tenham conhecimento pessoal do casamento, normalmente duas. Todo item em idioma estrangeiro entre essas provas também precisa de tradução certificada.
Como a tradução trata os termos religiosos
Os registros de casamento religiosos usam um vocabulário sem equivalente exato em inglês. A tradução mantém o termo original e acrescenta uma breve explicação entre colchetes, para que o oficial veja tanto o que o documento diz quanto o que o termo significa. O mahr, o pagamento ou bem que o noivo se compromete a dar à noiva, aparece como "mahr [dote]". O celebrante aparece com o título escrito na página, seguido de uma descrição entre colchetes, como "[clérigo celebrante]". As testemunhas são traduzidas com seus nomes e parentescos, e as assinaturas são descritas como "[assinatura]".
As notas entre colchetes pertencem ao tradutor, não ao documento, e são mantidas curtas. Carimbos, selos, anotações manuscritas e notas marginais também são traduzidos ou descritos, porque uma tradução completa abrange tudo o que está na página, inclusive o verso, se houver algo escrito nele. O que for ilegível é marcado como "[ilegível]" em vez de ser adivinhado.
Contratos de casamento islâmicos de países de língua árabe
Em países de língua árabe como Egito, Jordânia, Marrocos, Iraque, Líbano e Síria, um casamento islâmico geralmente começa com um contrato de casamento, o aqd zawaj. O contrato é redigido perante um tribunal religioso ou perante o funcionário do tribunal que registra os casamentos. Os detalhes variam de país para país, então o item da Reciprocity Schedule define qual documento o processo exige.
O registro civil emite depois uma certidão de estado civil com base no contrato. Os dois são documentos diferentes, com redações diferentes, e um processo pode precisar dos dois. O contrato nomeia os cônjuges e as testemunhas e traz a cláusula do mahr, enquanto a certidão apresenta um registro mais curto do casamento e do seu registro. Tanto a tradução de certidão de casamento em árabe quanto os serviços de tradução em árabe em geral seguem uma única regra: nada na página é ignorado por parecer uma redação padrão.
Os nomes pedem atenção especial. Um mesmo nome árabe tem várias grafias aceitas em inglês, e o contrato pode usar uma enquanto o passaporte usa outra. A tradução segue exatamente o documento de origem, e o advogado pode explicar qualquer diferença de grafia na carta de apresentação. O contrato muitas vezes traz a data Hijri ao lado da data gregoriana, e a tradução reproduz as duas como estão escritas.
As datas em registros religiosos seguem outros calendários
Documentos religiosos muitas vezes datam a cerimônia por um calendário diferente do gregoriano. Datas Hijri são comuns em registros islâmicos, e o calendário hebraico aparece em uma ketubá. Um registro de igreja pode escrever a data por extenso no idioma local. A tradução reproduz a data exatamente como está escrita e acrescenta o equivalente gregoriano entre colchetes, para que o oficial possa conferi-la com as demais provas. A data entre colchetes indica o calendário de origem da conversão, de modo que a data convertida nunca aparece sozinha.
Uma certidão religiosa pode ter uma data diferente da certidão do cartório para o mesmo casamento, e a tradução reproduz cada data como está escrita, em vez de corrigir uma para coincidir com a outra. Somente a autoridade emissora pode corrigir um registro.
O que preparar antes de a tradução começar
Digitalize cada página de todos os registros de casamento em tamanho real, incluindo páginas em branco, versos e quaisquer inserções carimbadas ou manuscritas, e reúna o item da Reciprocity Schedule referente ao país, junto com os passaportes de ambos os cônjuges. Assim, a empresa de tradução pode traduzir o conjunto completo com as mesmas grafias de nomes. Para a certidão em si, nossa tradução certificada de certidão de casamento inclui uma certificação separada para cada documento.
